E eu que sou o rei de toda esta incoerencia, Eu proprio turbilhão, anseio por fixa-la E giro até partir… Mas tudo me resvala Em bruma e sonolencia.
Se acaso em minhas mãos fica um pedaço d'ouro, Volve-se logo falso… ao longe o arremesso… Eu morro de desdem em frente dum tesouro, Morro á mingua, de excesso.
Alteio-me na côr á força de quebranto, Estendo os braços d'alma—e nem um espasmo venço!… Peneiro-me na sombra—em nada me condenso… Agonias de luz eu vibro ainda emtanto.
Não me pude vencer, mas posso-me esmagar, —Vencer ás vezes é o mesmo que tombar— E como inda sou luz, num grande retrocesso, Em raivas ideais, ascendo até ao fim: Ólho do alto o gelo, ao gelo me arremesso… . . . . . . . . . . . . . . . Tombei… E fico só esmagado sobre mim!…