Só de ouro falso os meus olhos se douram; Sou esfinge sem misterio no poente. A tristeza das coisas que não foram Na minha'alma desceu veladamente.
Na minha dôr quebram-se espadas de ansia, Gomos de luz em treva se misturam. As sombras que eu dimano não perduram, Como Ontem, para mim, Hoje é distancia.
Já não estremeço em face do segredo; Nada me aloira já, nada me aterra: A vida corre sobre mim em guerra, E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os ceus, Sereia louca que deixou o mar; Sou templo prestes a ruir sem deus, Estátua falsa ainda erguida ao ar…